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Rio Verde era verde
Gabi Faedo Qualquer cidadão que passar pela Praça do Bairro Morada do Sol, vai perceber o despautério acontecido. Arrancaram aquelas imensas árvores, que os moradores locais desfrutavam, conjuntamente com família e amigos. Na última edição deste jornal fizemos uma reportagem sobre a reclamação dos moradores do Bairro Morada do Sol. Da praça local foram arrancadas aproximadamente 28 árvores que proporcionavam sombra aos visitantes em momentos de lazer. Moradores dizem que se antes a praça ficava cheia de gente, que se divertiam no final do dia, escutando música, brincando com seus filhos e netos. Hoje já não existe isso. Depois que arrancaram as árvores, a praça ficou vazia e totalmente desproporcional para a saúde das crianças.
De acordo com o superintendente de Meio Ambiente, Lázaro José, que entregou ao jornal um documento como forma de justificativa, explicando que a estirpação daquelas árvores foram necessárias, haja visto, os problemas que as raízes estavam ocasionando nas calçadas da praça. Eis a distorção dos fatos, ora pois, o documento que se encontra no jornal não diz respeito a nenhuma praça, e sim ao campinho de futebol que fica três ruas abaixo da praça. Nele foram arrancados 5 árvores Fícus e 01 árvore Sibipiruna. A população pede uma resposta das autoridades e esta resposta é um documento que não tem nenhuma relação com a problemática existente na Praça do Bairro Morada do Sol.
Ao entrevistar moradores locais, que preferiram não se identificar, disseram que existem vários projetos para a praça, que a prefeitura já prometeu um ginásio de esportes, uma feira coberta, dentre outros projetos, porém eles não querem nada disso, querem a praça intacta. Na verdade, pude perceber que é a sombra que os fazem descansar no final da tarde, depois de um dia cansativo de trabalho, isso é a única coisa que essas pessoas precisam. O mais engraçado é que o único pedido da população, nossos queridos representantes fizeram questão de não ouvir, e “depenar”, o lazer alheio.
A lei 3.635/98, que dispõe sobre o Código de Postura do Município, em seus artigos 79 e 80, para ser mais exata, diz que as extirpações das árvores só deverão ser executadas pela prefeitura de Rio Verde, através da Secretaria de Ação Urbana. Somente as árvores que oferecerem risco em potencial à comunidade deverão ser arrancadas, e a Superintendência Municipal de Meio Ambiente será responsável por replantar a mesma quantidade de árvores no prazo de 30 dias, sob pena de medidas fiscais.
Eis a problemática. A população pede resposta de nossas entidades que representam o meio ambiente, pois querem saber os reais motivos de tê-los deixado ao sol, já que em toda a praça só sobraram os “tocos” daquelas árvores.
O tal documento que foi nos passado não diz nada disso, chega até ferir minha humilde capacidade de pensar, já que não tem nada relacionado à praça. Acredito que nossos queridos fiscais de meio ambiente, juntamente com seus chefes e sub chefes estão como meu velho avô diz: “titubeando”. Não só eu quero resposta, mas toda uma comunidade chateada por nunca ser ouvida. Queremos saber dos maiores interessados quando replantarão as tantas árvores que foram arrancadas de forma injusta, já que não proporcionavam nenhum perigo á saúde da população, muito ao contrário, ofereciam lazer e comodidade.
É preciso que as entidades responsáveis sejam mais claras, não deixem dúvidas quanto a real necessidade da extirpação e poda das árvores de Rio Verde. Que haja maior importância no que a comunidade pensa e deseja para seu bairro. Parece ser simples arrancar, extirpar do solo uma grande árvore, porém não é tão simples pois uma árvore para chegar à idade e altura capaz de proporcionar sombra vão se anos e anos.
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