05 de setembro de 2010, 09:32h   Ano III, Nº 81 - de 15.jun.2010 a 30.jun.2010 Rio Verde
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Prefeitura investe na saúde básica

Valério Delfino

Município busca medidas para desafogar o Hospital Regional. População espera quatro horas até receber atendimento médico.

 

Para resolver os problemas encontrados na saúde em Rio Verde, é preciso estruturar o atendimento básico, a fim de desafogar o excesso de pacientes no Hospital Municipal. Mesmo que ele tenha passado por reforma, melhorando a estrutura física, a questão da demora no atendimento médico ainda é um problema que afeta grande parte da população que necessita da saúde pública.


 A salgadeira Rúbia de Melo reclama do longo tempo de espera até ser encaminhada ao médico no Hospital Municipal. “Chego esperar três horas aqui dentro”, reclamou.  O auxiliar de produção Carlos Danilo Silva também aponta que uma das maiores deficiências da saúde pública em Rio Verde é a demora em ser atendido. “Já estou quase quatro horas na espera. Na cidade, existe visível carência nesse sentido, pois há apenas um hospital público para acolher todo mundo. A reforma do Regional deixou o serviço mais organizado, mas essa questão de tempo ainda é um transtorno” afirmou Danilo.
 Uma das formas de estruturar o serviço nessa área é aumentar as equipes do Programa Saúde da Família (PSF), existentes na cidade, que atualmente, cobrem uma área de 17,5% no município. A expectativa é subir para 35% daqui para frente.


Para isso, a prefeitura realizou um concurso público com a intenção de contratar mais agentes comunitários, informou o secretário municipal de saúde, Paulo do Vale. “Vamos sair de 32 mil e passar para 64 mil, o número de pessoas assistidas pelo programa. Acredito que a partir de agosto, o município fará a convocação de alguns profissionais”, disse.


Outra medida que visa desafogar os pacientes do Hospital Municipal é a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde serão transferidos para lá 95% dos casos atendidos no Regional. “Ela servirá para oferecer alguns atendimentos de emergência, como também receber casos de média e baixa complexidade. Dessa forma, reserva o hospital para acolher apenas situações de urgência e emergência, e aqueles pacientes que correm risco de morte iminente. A expectativa da prefeitura é que a estrutura física do UPA esteja pronta até final de agosto. Até instalar todos os equipamentos e fazer treinamento de pessoal, creio que em meados de janeiro e fevereiro do próximo ano, os profissionais comecem a trabalhar na unidade”, diz o secretário.


Para as crianças, a meta do município é buscar a implantação do Hospital Materno Infantil, que funcionará UTI pediátrica e neo-natal. “Os recursos vem da bancada federal, o senador Demóstenes Torres colocou isso em emenda parlamentar, destinando 21 milhões na construção desse hospital. Então, acredito que no final do segundo semestre de 2010, o projeto fica pronto e, se Deus quiser, com a verba liberada”, finaliza.


Além de desafogar o excesso de pessoas no Regional, o médico e vereador Oduvaldo Ribeiro destaca que o UPA serve para prestar atendimento de melhor qualidade. “Por exemplo, o paciente que necessita de pequena cirurgia porque sofreu algum acidente de motocicleta, ao chegar no Municipal, não será atendido de imediato, já que os médicos darão preferência àqueles casos graves, com risco de morte. Na unidade nova, ele não precisa esperar”, ressaltou.


O município está fazendo tudo para estruturar a saúde publica, defende Oduvaldo. “Se o resultado não aparece de imediato, em longo prazo ele será perceptível”.

 
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