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Passeata por melhores salários
Valério Delfino Próspera fronteira agrícola e um dos mais promissores pólos agroindustriais do país, Rio Verde é uma cidade em ascensão econômica e que reúne todas as condições para proporcionar remuneração condigna ao seu funcionalismo. Cerca de 200 professores da rede municipal de educação realizaram no dia 16, uma passeata pela Avenida Presidente Vargas, reivindicando o pagamento do piso salarial de R$1.312,00, conforme determina a lei federal 11.738/08, aos professores com magistério, cuja jornada de trabalho é 30 horas semanais Uma das organizadoras do protesto, a professora Joelma Maria Ferreira afirma que o ensino oferecido aos alunos em Rio Verde é de ótima qualidade, e pelo fato do município ser a terceira maior arrecadação do Estado, os educadores merecem ter uma melhor renumeração. “Então, a luta é buscar por um piso salarial mais digno, regulamentado em lei”, afirmou.
O secretário municipal de educação, Levy Rei de França, afirma pagar um valor acima do normal (R$1045,00) aos professores de P1 (magistério) com carga horárias de 40 horas por semana, pois é um salário maior do que o exigido pela lei federal. “O piso pago aos educadores, determinado pela lei federal, é uma quantia mínina estipulada nacionalmente, ou seja, serve para aqueles municípios bem pobres. Além do mais, sabemos que a prefeitura não pode oferecer um piso por conta própria, pois o projeto deve passar por votação na Câmara Municipal e, antes de decidir o valor, o município precisa ouvir os professores que são a parte interessada no assunto”, alegou Joelma.
O piso de R$1.045,00 pago aos professores não incluem os profissionais de P2 (licenciatura curta) e P3 (licenciatura plena), que cumprem a carga horária de 30 horas semanais, lembrou a professora Fabiana Dias. “O restante não conseguiu um reajuste. O professor P1 (com magistério) de 30 horas semanais recebe apenas R$ 781,86. É uma desigualdade, porque além de ter o salário baixo, ainda há os descontos de Iparv e seguro. A nossa classe também precisa sustentar família e pagar despesas”, frisou. “Ainda mais que aqui existe uma economia rica quem tem arrecadação municipal grande. Sabemos que o município tem possibilidade de investir melhor na nossa qualidade de trabalho”, ressaltou a professora. Conforme lembrou Fabiana, existem outras cidades que a arrecadação não é tão alta quanto em Rio Verde, mas os professores são melhores remunerados. “Para resolver o problema, acredito que o Poder Público não deve reclamar das gestões passadas, mas mostrar o que pode fazer hoje”, finaliza. Os manifestantes se dirigiram até a sede da prefeitura municipal e conversaram com o prefeito Juraci Martins, o secretário de educação e alguns vereadores. Levy disse que está elaborando um estudo do impacto orçamentário para a possibilidade de oferecer um reajuste aos profissionais. Nesse mês, ele garante que já apresentará resultados. Depois de um estudo elaborado, a proposta será votada pelos vereadores, podendo ocorrer até uma sessão extraordinária no Legislativo.
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